sábado, 23 de março de 2013

A Conquista da América


 

Houve uma época em que os uruguaios e, principalmente, os argentinos, eram os grandes papões da Copa Libertadores da América. Enfrentar o temido Boca Juniors no alçapão de La Bombonera era derrota quase certa, muito embora, há dez anos, o pequeno Paysandu de Belém tenha proporcionado uma das maiores surpresas da história do torneio, ao vencer em plena Buenos Aires por 1 a 0. Mas o maior campeão da América não é o Boca ou o Peñarol, e sim o decadente Independiente de Avellaneda, com sete conquistas.

A Libertadores começou a ser disputada em 1960. Em 62/63, o grande Santos de Pelé conquistou o bicampeonato, mas demorou  para o futebol brasileiro conquistar a América novamente, com o Cruzeiro em 1976 e o Flamengo, em 1981.

Para comprovar a dificuldade dos brasileiros no torneio, o fantástico time de Zico, Adílio, Júnior e Leandro passou sufoco para superar o limitado Cobreloa, do Chile - e somente num jogo extra – embora, na sequência, tenha atropelado o poderoso Liverpool, da Inglaterra, por 3x0, arrebatando o mundial de clubes com extrema facilidade.

Mas os tempos são outros, e ultimamente o Brasil tem dominado a competição, tanto que, nos últimos três anos, Internacional, Santos e Corínthians levaram a taça. Nos seis jogos das finais, foram quatro vitórias brasileiras e dois empates.

Mas essa superioridade não decorre do outrora tão falado talento brasileiro – que ultimamente anda em baixa – mas sim pelo poderio econômico, o que está mais relacionado à situação do país do que propriamente dos nossos clubes, muito embora alguns tenham evoluído bastante em termos de gestão. Atualmente, apenas os mexicanos – convidados do torneio continental – têm uma estrutura que possa ser comparável à nossa.

Em relação ao Mundial de Clubes, no entanto, o México não é uma ameaça. Caso uma equipe daquele país conquiste a Libertadores, quem vai à disputa do intercontinental é o vice, pois os mexicanos já disputam uma vaga no torneio com seus pares da Concacaf – equipes das Américas Central e do Norte.

Dentre os brasileiros na disputa em 2013, somente o Palmeiras – que amargou a queda para a série B do brasileirão e convive com sérios problemas internos, inclusive financeiros – pode ser considerado um azarão na briga pelo título. As outras cinco equipes têm reais possibilidades de chegar lá.

Corínthians (SP) – campeão mundial –, Fluminense (RJ) – campeão nacional – e São Paulo (SP) – brasileiro com mais títulos, juntamente com o Santos, ambos com três conquistas – têm boas chances, mas quem vem jogando o melhor futebol nesse início de competição é o Atlético (MG), de Ronaldinho, e o Grêmio (RS), de Barcos.

Mas Libertadores é Libertadores. O tricolor gaúcho parecia que iria ter vida fácil, pelo menos na primeira fase, mas já andou tropeçando nos pequenos Huachipato e Caracas.

A competição deste ano é um verdadeiro festival de veteranos, nomes que brilharam na Europa e retornaram ao seu país de origem. Com exceção de Alexandre Pato, repatriado pelo Corínthians, a maioria já está próxima do fim de carreira, casos de Dida, Zé Roberto, Deco, Lúcio, Ronaldinho e mesmo do argentino Román Riquelme, astro do Boca. 

De qualquer forma, por onde passam, esses medalhões ainda são grandes chamativos para o público.

A briga promete. E mais uma vez deve dar Brasil!

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Quando o futebol é o que menos importa



Algumas horas antes de San Jose x Corínthians, na Bolívia, pelo Grupo 5 da Copa Libertadores, a delegação brasileira deixa Cochabamba com destino a Oruro, local da partida, distante 210 km, mesmo percurso realizado por Kevin Beltrán e sua família. 

Torcedor fanático, o garoto não perderia por nada o embate do seu time contra o campeão do mundo.

O San José não é exatamente uma potência , nem mesmo em se tratando do decadente futebol boliviano, atualmente o mais fraco da América do Sul. 

Com dois títulos nacionais em sua história, as grandes armas da equipe são os 3.702 metros de altitude do estádio Jesús Bermúdez e o seu torcedor número 1, o Presidente Evo Morales.

Seja em um país paupérrimo, como a Bolívia, seja no Brasil (vide Lula/Corínthians), seja na Itália (Milan/Berlusconi), o fato é que ter um padrinho forte faz uma faz baita diferença...

Conta-se no país andino que o Presidente da República prometeu doar US$ 500 mil ao San Jose. Ocorre que seu irmão Hugo perdeu as eleições para comandar o clube, Evo magoou e até hoje ningué viu a cor do dinheiro. Lá como cá, é assim que as coisas funcionam.

Bem, voltando à história inicial: fim de jogo, empate em 1 a 1, gol corintiano do peruano Guerrero – sempre ele – o herói da conquista do titulo mundial contra o Chelsea.

Mas o que menos importava era o resultado do jogo. Na comemoração do gol, um torcedor brasileiro disparou das arquibancadas do acanhado estádio local um  sinalizador (desses que se usa em navios) contra a torcida boliviana. 

O projétil cilíndrico de cerca de 20 cm percorreu 40 metros. O jovem Jonathan Beltrán sentiu apenas uma rajada de vento arrancando seu gorro. Ao olhar para o lado, já viu seu primo Kevin, de apenas 14 anos, estendido sobre a grade, fulminado com o artefato plástico alojado em seu olho esquerdo. Causa do óbito: traumatismo craniano.

Doze brasileiros foram presos pela polícia local, suspeitos da autoria do crime. Passados alguns dias, as investigações apontavam para dois possíveis autores, de 21 e 24 anos de idade.













Neste domingo, uma reviravolta. A Gaviões da Fiel, torcida organizada de histórico pouco abonador, identificou o autor do disparo fatal: um funcionário da agremiação, de 17 anos. O adolescente vai confessar e, por ser menor de idade, não poderá ser responsabilizado pelo crime.

Muito cômodo. E prático. Até porque, o curioso – e bota curioso nisso – é que o adolescente que vai assumir tudo encontra-se no Brasil, livre, leve e solto, e não faz parte do grupo original dos doze suspeitos que permanecem retidos na Penitenciária boliviana de San Pedro.

Estranho, mas não surpreendente. É bom lembrar que se o rapaz tivesse falado isso em território boliviano ele estaria bem enrascado, visto que lá a maioridade ocorre aos 16 anos. A Gaviões realmente pensou em tudo. 

Desnecessário lembrar que o lamentável episódio poderia ter ocorrido com a torcida de qualquer clube brasileiro. Afinal, todos têm sua parcela – felizmente uma minoria – de marginais.

Mas bem que a diretoria poderia parar de falar bobagem, especialmente o presidente Mário Gobbi, que, aliás, é advogado. Ele é contra qualquer punição para o timão. Ou seja: jogar latinha em campo não pode, o time perde o mando de campo. Apontar um morteiro contra a torcida adversária é uma fatalidade, não merece punição. 

A questão é financeira. O Corínthians deve mandar todos os seus jogos na competição com portões fechados, o que significará um imenso prejuízo financeiro. Convenhamos, dado o contexto, isso não tem a menor importância.

Quarta-feira. Kevin chega ao Estádio de Oruro para ver o campeão do mundo jogar.

Domingo. Os pais de Kevin chegam ao cemitério de Cochabamba para ver a pessoa mais importante do mundo partir.

Solidarizemo-nos com a sua dor.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Dupla de Ouro




O UniCeub/BRB/Brasília vive um momento decisivo. O supercampeão ainda é um dos favoritos do NBB 2012/13, mas o Flamengo - ao contrário do futebol - vem  atropelando! O rubro-negro vai dar muito trabalho nesta temporada e segue invicto na liga.

A equipe candanga ainda tem um elenco recheado de craques, mas precisa se renovar, pois vários adversários estão se reforçando. Além disso, o trio de astros – Alex Garcia, Guilherme Giovannoni e Nezinho – já não é tão jovem. 

Maior reforço da equipe para a temporada, o armador panamenho Danilo Pinnock deu um bolo nos brasilienses e se bandeou para o Halcones Rojos, do México. O jeito então foi voltar ao mercado e buscar Tatu e Paulão Prestes para dar um gás no elenco. 

Mas o Brasília também tem peças de reposição de qualidade dentro de casa. Dois jovens talentos – um prata-da-casa e outro adquirido junto ao Vila Velha (ES) – são as esperanças de renovação do tricampeão brasileiro.

O ala/pivô Ronald Reis e o armador Isaac Rafael se desdobram em duas categorias, o sub-22 e o profissional, e jogam tanto a LDB – Liga de Desenvolvimento de Basquete – quanto o NBB, a "primeira divisão" da bola ao cesto. 

Apesar de jovens, os dois já têm, inclusive, alguma experiência internacional: Ronald já jogou uma temporada no CB Torrejón, da Espanha, enquanto Isaac representou o Brasil na Universíade de 2011, na China.

Isaac é habilidoso e muito voluntarioso, e em quase todo jogo crava uma enterrada, algo difícil de se observar em um jogador de “apenas” 1m93 de altura.

Com 2m09, Ronald se diferencia pelos rebotes e por sua agilidade em quadra. Sua transição na saída para o ataque impressiona, mas seu forte é mesmo a defesa, o que o levou a ser chamado pelo argentino Rubén Magnano para treinar junto à seleção brasileira principal na preparação para as olimpíadas de Londres em 2012.

Essa dupla vai longe!

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Só jogão!!

Como temos muitos amigos brasilienses e cearenses, segue a tabela das equipes dos dois estados no NBB - a Liga Nacional de Basquete - para este primeiro mês de 2013. Curioso é que em várias situações os dois clubes revesam os mesmos adversários a cada rodada, possivelmente por conta de, geograficamente, serem os dois mais deslocados do eixo no qual se situam quase todos os competidores: a região sudeste.

O Novo Basquete Brasil só tem jogão!! 


Data     
Jogo
Local
05/01, Sábado – 18h00
Palmeiras x Brasília
São Paulo (Palestra Itália)
05/01, Sábado – 18h00
Suzano x Cearense
Suzano (Paulo Portella)
07/01, Segunda – 20h00
Palmeiras x Cearense
São Paulo (Palestra Itália)
07/01, Segunda – 20h00
Suzano x Brasília
Suzano (Paulo Portella)
10/01, Quinta – 19h30
Brasília x Pinheiros
Brasília (Asceb)
10/01, Quinta – 21h00
Cearense x Paulistano
Fortaleza (Paulo Sarasate)
12/01, Sábado – 16h30
Brasília x Paulistano
Brasília (Asceb)
12/01, Sábado – 19h00
Cearense x Pinheiros
Fortaleza (Paulo Sarasate)
15/01, Terça – 19h30
Brasília x Cearense
Brasília (Asceb)
17/01, Quinta – 20h00
Minas x Brasília
Belo Horizonte (Arena Vivo)
17/01, Quinta – 20h00
Vila Velha x Cearense
Vila Velha (Tartarugão)
19/01, Sábado – 18h00
Minas x Cearense
Belo Horizonte (Arena Vivo)
19/01, Sábado – 19h00
Vila Velha x Brasília
Vila Velha (Tartarugão)
21/01, Segunda – 19h30
Brasília x Liga Sorocabana
Brasília (Asceb)
24/01, Quinta – 19h30
Brasília x Mogi das Cruzes
Brasília (Asceb)
24/01, Quinta – 21h00
Cearense x São José
Fortaleza (Paulo Sarasate)
26/01, Sábado – 16h30
Brasília x São José
Brasília (Asceb)
26/01, Sábado – 19h30
Cearense x Mogi das Cruzes
Fortaleza (Paulo Sarasate)
28/01, Segunda – 19h30
Brasília x Bauru
Brasília (Asceb)
31/01, Quinta – 19h30
Brasília x Franca
Brasília (Asceb)
31/01, Quinta – 21h00
Cearense x Uberlândia
Fortaleza (Paulo Sarasate)