domingo, 17 de junho de 2012

Hoje não... Hoje sim...


Hoje, na MotoGP, vimos, mais uma vez, um deplorável jogo de equipes, à semelhança do que já é corriqueiro na Fórmula 1.

O espanhol Dani Pedrosa tinha tudo para passar seu companheiro na equipe Repsol/Honda  Casey Stoner, mas ficou comportadinho em terceiro lugar, visto que o australiano é o principal adversário de Jorge Lorenzo, da Yamaha, na luta pelo título da principal categoria do motociclismo mundial.

Nos últimos anos, vimos esse filme várias vezes na Fórmula 1, com Rubinho/Schumacher, Massa/Schumacher, Massa/Alonso e até Nelsinho/Alonso, no episódio mais escabroso, em que o brasileiro jogou seu carro contra o muro para favorecer o espanhol.

Tudo bem que a causa primária dessa subserviência é a clara inferioridade técnica daquele que faz o jogo de equipe em prol do companheiro. No entanto, isso tira a lisura do esporte e mostra que os campeonatos são das máquinas, e não das pessoas.

Em 2010 a Red Bull não fez parte desse jogo. Mark Webber brigava ponto a ponto com Fernando Alonso pelo título mundial, bem à frente de Sebastian Vettel, e a equipe liberou seus pilotos para brigar livremente na pista. Resultado: Vettel superou os dois e levou o título. Não se sabe se a postura da Red Bull foi motivada pela ética ou pela consciência de que Webber não tinha pegada para ser campeão.

Bom, voltando à corrida de hoje, mesmo com a ajuda de Pedrosa, parece difícil que Stoner, no ano de sua aposentadoria, consiga o título mundial, pois Jorge Lorenzo anda atropelando. Já seu companheiro de equipe, o americano Ben Spies... sei não... Tenho a impressão de que até a minha sogra, com aquela máquina, conseguiria melhores resultados...

Para os amantes do esporte a motor, a MotoGP é a categoria mais interessante para se acompanhar. Pena que a briga se restrinja apenas às duas gigantes japonesas, Honda e Yamaha, com a italiana Ducati de coadjuvante. Se tivéssemos o retorno de Suzuki, Kawasaki e BMW, aí sim o bicho ia pegar.

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