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Alex Barros, ídolo brasileiro na década passada.
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Após dez anos de ausência, a
motovelocidade retorna ao país, exatamente no momento em que surge um dos grandes
fenômenos do esporte, um jovem espanhol de vinte anos que, em seu ano de
estréia na categoria principal, já assombrou o mundo com cinco vitórias no
campeonato, deixando para trás nomes como o italiano Valentino Rossi e os
espanhóis Jorge Lorenzo e Dani Pedrosa.
O novo mito se chama Marc Márquez,
campeão da Moto 2 no ano passado, que ascendeu à categoria principal logo na
melhor equipe do mundo: a Honda/Repsol.
Os brasilienses terão a
oportunidade de conferir ao vivo a consolidação desse fenômeno e as emoções da motovelocidade. Sim, o autódromo
Nelson Piquet está confirmado como palco de uma das duas provas do campeonato
em território sulamericano – a outra é Buenos Aires.
Diversas cidades pleitearam o
direito de sediar a prova: São Paulo, Goiânia e até a pequena Curvelo, em Minas
Gerais. Mas Brasília chegou na frente. A partir de agora, há muito trabalho a ser
feito em pouco mais de um ano, tanto na pista quanto na infraestrutura para o
público.
Inaugurado no início da década de
70, o autódromo precisa urgentemente de melhorias. Na etapa candanga da Stock Car – principal categoria do
automobilismo nacional – vários pilotos reclamaram das péssimas condições da
pista. Recentemente, a piloto Vanessa Daya sofreu um grave acidente em uma corrida
de motos e veio a falecer alguns dias depois. Mais uma vez, choveram críticas
ao autódromo.
Para quem não acompanha de perto a
motovelocidade, o último representante do Brasil havia sido Alexandre Barros,
que se aposentou há seis anos. Em 2012, no entanto, voltamos a ter brasileiro
na disputa: o paulista Eric Granado, estreou na Moto 2, mas apenas no meio da
temporada, ao completar dezesseis anos, idade mínima exigida pelo regulamento. Como
os resultados não vieram, Eric desceu de categoria e este ano corre pela Moto 3,
a categoria de entrada do mundial.
Para quem gosta de velocidade, a
MotoGP é um prato cheio. Como espetáculo, supera em emoção e plasticidade a
Fórmula 1 que, aliás, possivelmente não terá nenhum brasileiro no próximo ano,
pois Felipe Massa está praticamente fora dos planos da Ferrari.
Por falar em Fórmula 1, Brasília já
sediou uma corrida da principal categoria do automobilismo. Tudo bem que foi
uma prova extra-cameponato, apenas 12 pilotos participaram (dos 25 que
participavam do mundial, mais da metade não veio) e o evento foi uma “carona”
que a ditadura militar pegou com o sucesso de Emerson Fittipaldi, campeão dois
anos antes.
Voltando à motovelocidade, esta é
mais uma grande notícia para nossa capital. Imediatamente após a realização da
Copa do Mundo de Futebol, Brasília deverá se manter no centro das atenções do
cenário esportivo internacional.

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