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| Barrichello e Galvão: Que dupla! (Foto: UOL) |
Nossa mídia esportiva continua a mesma... Patriotadas e
gafes a todo instante.
Sábado à noite, durante a decisão do Masters 1000 de Indian
Wells, o narrador do SporTV dispara:
- Excelente notícia para o esporte brasileiro! Felipe Massa
larga na pole no Grande Prêmio da Austrália deste domingo!
Bem, os treinos de classificação haviam ocorrido quase 20
horas antes dessa pérola. Constrangido, alguns minutos depois o narrador
retifica a informação: Felipe largaria na nona posição.
Para uma emissora que vive exclusivamente do esporte, que transmite esporte 72 horas por dia (afinal, são 3 canais), essa gafe é imperdoável.
Massa, além de não ser nenhum
Senna ou Piquet - imagem que a Globo tentou
inutilmente construir – também é azarado. Sua corrida durou apenas até a
primeira curva, após ser atropelado pelo desastrado japonês Kobayashi.
| Massa: estréia infeliz (Foto: Reuters/Jason Reed) |
Galvão Bueno, claro, também não podia passar batido: quando
Kobayashi arranjou, com muita grana de patrocínio, uma vaguinha na Caterham na temporada de 2014, o narrador que todos adoram odiar comemorou,
exaltando a simpatia de Koba, como se a F1 fosse um concurso de miss. Quando ele tirou Massa (e, portanto, audiência)
da corrida, Galvão praticamente surtou.
Voltando ao tênis, manchete do UOL: “Soares vira 5° brasileiro a vencer Federer e
tenta 2ª taça em Masters 1000”.
Os desavisados poderiam imaginar o surgimento de um novo
Guga. No entanto, a notícia foi totalmente fora do contexto.
O jogo foi de duplas. Quem conhece um pouquinho de tênis,
sabe que se trata praticamente de um outro esporte. Os fundamentos são muito diferentes.
Nas duplas, os papéis se invertem: Bruno Soares é um atleta
respeitado, e há muito tempo está nas cabeças do ranking da ATP. Atualmente,
juntamente com o austríaco Alexander Peya, é o número 2 do mundo, atrás apenas
dos irmãos americanos Bryan. Outro brasileiro, Marcelo Melo, é o número 3.
| Soares (à direita): O Brasil no topo (Foto: EFE/Michael Nelson) |
Federer não está ranqueado nem entre os 100 primeiros, pois
não costuma jogar duplas. Possivelmente, ele participou da competição como
preparação para a Taça Davis, juntamente com seu compatriota Wawrinka, que,
aliás, está à sua frente no ranking individual (Federer, número 1 por vários
anos, atualmente é o oitavo, enquanto Wawrinka é o terceiro).
Deu a lógica, portanto.
A Copa do Mundo vem aí. Vamos acompanhar mais
pérolas da nossa imprensa...

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