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| Márquez: imbatível |
Ciclicamente, o esporte produz fenômenos,
como Pelé, Bolt, Jordan, Phelps.
No motociclismo não é diferente. Nas últimas décadas, os principais astros da
velocidade sobre duas rodas foram os italianos Giacomo Agostini e, mais
recentemente, Valentino Rossi. O “Doutor” ainda está em atividade, e pode
testemunhar de perto o surgimento do seu sucessor: o espanhol Marc Márquez.
A “Formiga Atômica” ascendeu à
categoria principal em 2013 e já no primeiro ano conquistou o título, numa
disputa acirrada com seu compatriota Jorge Lorenzo.
Em 2014, Márquez se consolidou
como fenômeno, ao vencer as seis primeiras corridas temporadas e, decorrido um
terço do campeonato, já é considerado o virtual campeão.
Mas a sexta vitória foi
emocionante, numa disputa curva a curva com o bicampeão Lorenzo. Honda e Yamaha
protagonizaram uma constante troca de posições nas últimas voltas, com Márquez
se consolidando à frente apenas na volta final.
O heptacampeão Valentino Rossi
completou o pódio e foi o grande homenageado em Mugello (Itália), ao completar
300 corridas na carreira.
Quem está na pior é Dani Pedrosa.
A eterna promessa da motovelocidade foi mero coadjuvante, chegando na quarta
posição, que é um péssimo resultado, considerando-se que o espanhol pertence à
melhor equipe do mundial, a Honda/Repsol, exatamente a mesma de Márquez.
Pedrosa corre o risco de ficar
sem emprego para 2015. A Honda não anda nada satisfeita com o seu desempenho, e
deve ir atrás de um segundo piloto. Pode não parecer, mas ter dois pilotos
competitivos é fundamental para as montadoras. Ver Márquez brigando com as duas
Yamaha pode passar a impressão de que quem está fazendo a diferença é apenas o
piloto, e que sua concorrente japonesa tem equipamento superior (o que não é
verdade).
De qualquer forma, mesmo com o campeonato
praticamente decidido desde o início, vale a pena acompanhar as corridas de
motovelocidade, que porporcionam disputas emocionantes. Diferentemente da
Fórmula 1, por exemplo, a MotoGP é um dos esportes de velocidade onde o braço
ainda faz uma grande diferença.

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