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| Pane: quatro gols em seis minutos |
Mineirazzo seria um título muito óbvio. O Brasil foi humilhado pela Alemanha.
A maior goleada das copas,
Hungria 10 a 1 em El Salvador, parecia que seria superada. Afinal, aos 30 do
primeiro tempo já estava 5 a 0. Então, 7 a 1 até que ficou de bom tamanho.
Galvão Bueno em mais uma de suas
pérolas ufanistas:
- O segundo tempo foi só 2 a 1
pros alemães...
Conforme já havíamos observado,
goleadas nessa copa ocorreram apenas entre grandes. A semifinal poderia ter sido
diferente. Afinal, não somos piores que argelinos ou ganeses, que fizeram
jogos duros e empataram com os alemães. O problema é que, assim como a Espanha
contra a Holanda, fomos pra frente e abrimos espaços. E a Alemanha foi mortal.
Pra piorar o sentimento dos “reis
do futebol”, Klose ultrapassou Ronaldo como maior artilheiro das copas (16 x
15) e Müller passou Neymar na vice-artilharia de 2014 (5 x 4). Barba, cabelo e
bigode.
Se formos disputar o terceiro
lugar com os argentinos (a não ser que eles sofram humilhação semelhante contra
a Holanda, o que é pouco provável), vamos escutar muita zoeira dos enjoados hermanos.
Possivelmente, o hit “Brasil,
decime que se siente” (Brasil, dize-me o que sente) vire “Brasil, decime qué se
siete” (Brasil, diga-me o que é sete), conforme já antecipou o ácido jornal portenho
Olé.
A maior humilhação da história do
futebol brasileiro foi um choque de realidade, muito em função da excessiva
importância que (não só a mídia) se criou em torno da seleção. A exposição
excessiva, o endeusamento dos jogadores, a obrigação de ganhar, fizeram o
Brasil partir pra cima, sendo facilmente envolvido pela maior qualidade do
adversário.
Colômbia e França perderam Radamel Falcao e Ribéry, respectivamente. Seus principais astros. Mas seguiram em frente. O Brasil perdeu Neymar e parece que o mundo acabou.
Em 2006, a Alemanha jogou em casa, conquistou o terceiro lugar e acabou reverenciada pelos torcedores.
Em 2006, a Alemanha jogou em casa, conquistou o terceiro lugar e acabou reverenciada pelos torcedores.
Aqui, não teve um único jogador nas entrevistas pós-jogo que sequer citou a próxima partida, contra Holanda ou Argentina.
Não tem jeito. Somos assim mesmo.
O clima no próximo sábado, em Brasília, será muito estranho. Mas estaremos lá...
O clima no próximo sábado, em Brasília, será muito estranho. Mas estaremos lá...

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