terça-feira, 8 de julho de 2014

Brasil, Decime que se siente. Y decime qué se siete...

Pane: quatro gols em seis minutos
Mineirazzo seria um título muito óbvio. O Brasil foi humilhado pela Alemanha.

A maior goleada das copas, Hungria 10 a 1 em El Salvador, parecia que seria superada. Afinal, aos 30 do primeiro tempo já estava 5 a 0. Então, 7 a 1 até que ficou de bom tamanho.

Galvão Bueno em mais uma de suas pérolas ufanistas:
- O segundo tempo foi só 2 a 1 pros alemães...

Conforme já havíamos observado, goleadas nessa copa ocorreram apenas entre grandes. A semifinal poderia ter sido diferente. Afinal, não somos piores que argelinos ou ganeses, que fizeram jogos duros e empataram com os alemães. O problema é que, assim como a Espanha contra a Holanda, fomos pra frente e abrimos espaços. E a Alemanha foi mortal.

Pra piorar o sentimento dos “reis do futebol”, Klose ultrapassou Ronaldo como maior artilheiro das copas (16 x 15) e Müller passou Neymar na vice-artilharia de 2014 (5 x 4). Barba, cabelo e bigode.

Se formos disputar o terceiro lugar com os argentinos (a não ser que eles sofram humilhação semelhante contra a Holanda, o que é pouco provável), vamos escutar muita zoeira dos enjoados hermanos.

Possivelmente, o hit “Brasil, decime que se siente” (Brasil, dize-me o que sente) vire “Brasil, decime qué se siete” (Brasil, diga-me o que é sete), conforme já antecipou o ácido jornal portenho Olé.

A maior humilhação da história do futebol brasileiro foi um choque de realidade, muito em função da excessiva importância que (não só a mídia) se criou em torno da seleção. A exposição excessiva, o endeusamento dos jogadores, a obrigação de ganhar, fizeram o Brasil partir pra cima, sendo facilmente envolvido pela maior qualidade do adversário.

Colômbia e França perderam Radamel Falcao e Ribéry, respectivamente. Seus principais astros. Mas seguiram em frente. O Brasil perdeu Neymar e parece que o mundo acabou.  

Em 2006, a Alemanha jogou em casa, conquistou o terceiro lugar e acabou reverenciada pelos torcedores.

Aqui, não teve um único jogador nas entrevistas pós-jogo que sequer citou a próxima partida, contra Holanda ou Argentina.

Não tem jeito. Somos assim mesmo. 

O clima no próximo sábado, em Brasília, será muito estranho. Mas estaremos lá...
  

Nenhum comentário:

Postar um comentário