segunda-feira, 27 de junho de 2016

O adeus de um gênio


Messi: perder mais uma final foi demais para o craque

A Argentina perdeu mais uma Copa América. Mais uma vez para o Chile. Mais uma vez nos pênaltis. E, mais que isso, perdeu Messi para sempre, segundo suas próprias palavras.

Messi é, sem dúvida, o maior jogador de sua geração, e um dos maiores da história (alguns hermanos chegam a afirmar que Lionel é o melhor do mundo... e um dos melhores do país). 

Cinco vezes eleito o melhor do mundo, aos 16 anos já atuava nos profissionais do Barça. A Espanha tentou nacionalizá-lo, mas La Pulga preferiu jogar pela sua terra natal.

A comparação com Maradona é inevitável. Ambos são argentinos, baixinhos, meio-campistas, canhotos (curiosamente, ambos são destros na escrita), gênios. Diego era mais plástico, Messi mais objetivo.

Se há muitas semelhanças, também há grandes diferenças. Messi é reservado, discreto. Não dá para imaginá-lo tentando ludibriar a arbitragem com um gol de mão, nem se envolvendo em dopping.

Possivelmente, parte desse comportamento esteja relacionada à forma branda de autismo diagnosticada no pequeno Lionel desde os 8 anos de idade. Uma das características da síndrome de Asperger é a adoção de determinados padrões e sua repetição exaustiva, o que também explica a perfeição de algumas jogadas do craque. Outra é a frustração excessiva quando algo dá errado, o que talvez explique a despedida, anunciada após a final da Copa América Centenário.

Messi e Neymar formam o melhor ataque do mundo, juntamente com o uruguaio Luís Suárez no Barcelona.

O brasileiro, aliás, bem que podia assimilar um pouco do comportamento do companheiro, levando mais a sério sua carreira e deixando de lado as baladas.  

Quem sabe, em 2018, Messi – que terá apenas 31 anos – não reconsidere sua decisão e volte a nos brindar com seu imenso talento na Copa da Rússia. Se isso ocorrer, a Argentina é mais uma vez favoritíssima ao título.

Quanto ao Brasil.... Bem, se conseguirmos chegar à Rússia, já será um grande feito.  

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