| Messi: perder mais uma final foi demais para o craque |
A Argentina perdeu mais uma Copa
América. Mais uma vez para o Chile. Mais uma vez nos pênaltis. E, mais que isso,
perdeu Messi para sempre, segundo suas próprias palavras.
Messi é, sem dúvida, o maior
jogador de sua geração, e um dos maiores da história (alguns hermanos chegam a afirmar que Lionel é o
melhor do mundo... e um dos melhores do país).
Cinco vezes eleito o melhor do
mundo, aos 16 anos já atuava nos profissionais do Barça. A Espanha tentou nacionalizá-lo,
mas La Pulga preferiu jogar pela sua
terra natal.
A comparação com Maradona é
inevitável. Ambos são argentinos, baixinhos, meio-campistas, canhotos
(curiosamente, ambos são destros na escrita), gênios. Diego era mais plástico,
Messi mais objetivo.
Se há muitas semelhanças, também
há grandes diferenças. Messi é reservado, discreto. Não dá para imaginá-lo
tentando ludibriar a arbitragem com um gol de mão, nem se envolvendo em dopping.
Possivelmente, parte desse
comportamento esteja relacionada à forma branda de autismo diagnosticada no
pequeno Lionel desde os 8 anos de idade. Uma das características da síndrome de
Asperger é a adoção de determinados padrões e sua repetição exaustiva, o que
também explica a perfeição de algumas jogadas do craque. Outra é a frustração
excessiva quando algo dá errado, o que talvez explique a despedida, anunciada
após a final da Copa América Centenário.
Messi e Neymar formam o melhor
ataque do mundo, juntamente com o uruguaio Luís Suárez no Barcelona.
O brasileiro, aliás, bem que
podia assimilar um pouco do comportamento do companheiro, levando mais a sério
sua carreira e deixando de lado as baladas.
Quem sabe, em 2018, Messi – que terá
apenas 31 anos – não reconsidere sua decisão e volte a nos brindar com seu
imenso talento na Copa da Rússia. Se isso ocorrer, a Argentina é mais uma vez favoritíssima
ao título.
Quanto ao Brasil.... Bem, se
conseguirmos chegar à Rússia, já será um grande feito.
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