domingo, 16 de março de 2014

Gafes e Patriotadas

Barrichello e Galvão: Que dupla! (Foto: UOL)
Nossa mídia esportiva continua a mesma... Patriotadas e gafes a todo instante.

Sábado à noite, durante a decisão do Masters 1000 de Indian Wells, o narrador do SporTV dispara:
- Excelente notícia para o esporte brasileiro! Felipe Massa larga na pole no Grande Prêmio da Austrália deste domingo!

Bem, os treinos de classificação haviam ocorrido quase 20 horas antes dessa pérola. Constrangido, alguns minutos depois o narrador retifica a informação: Felipe largaria na nona posição.

Para uma emissora que vive exclusivamente do esporte, que transmite esporte 72 horas por dia (afinal, são 3 canais), essa gafe é imperdoável.

Massa, além de não ser nenhum Senna ou  Piquet - imagem que a Globo tentou inutilmente construir – também é azarado. Sua corrida durou apenas até a primeira curva, após ser atropelado pelo desastrado japonês Kobayashi.

Massa: estréia infeliz (Foto: Reuters/Jason Reed)
Galvão Bueno, claro, também não podia passar batido: quando Kobayashi arranjou, com muita grana de patrocínio, uma vaguinha na Caterham na temporada de 2014, o narrador que todos adoram odiar comemorou, exaltando a simpatia de Koba, como se a F1 fosse um concurso de miss. Quando ele tirou Massa (e, portanto, audiência) da corrida, Galvão praticamente surtou.

Voltando ao tênis, manchete do UOL:  “Soares vira 5° brasileiro a vencer Federer e tenta 2ª taça em Masters 1000”.

Os desavisados poderiam imaginar o surgimento de um novo Guga. No entanto, a notícia foi totalmente fora do contexto.

O jogo foi de duplas. Quem conhece um pouquinho de tênis, sabe que se trata praticamente de um outro esporte. Os fundamentos são muito diferentes.

Nas duplas, os papéis se invertem: Bruno Soares é um atleta respeitado, e há muito tempo está nas cabeças do ranking da ATP. Atualmente, juntamente com o austríaco Alexander Peya, é o número 2 do mundo, atrás apenas dos irmãos americanos Bryan. Outro brasileiro, Marcelo Melo, é o número 3.

Soares (à direita): O Brasil no topo (Foto: EFE/Michael Nelson)
Federer não está ranqueado nem entre os 100 primeiros, pois não costuma jogar duplas. Possivelmente, ele participou da competição como preparação para a Taça Davis, juntamente com seu compatriota Wawrinka, que, aliás, está à sua frente no ranking individual (Federer, número 1 por vários anos, atualmente é o oitavo, enquanto Wawrinka é o terceiro).

Deu a lógica, portanto.

A Copa do Mundo vem aí. Vamos acompanhar mais pérolas da nossa imprensa...


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Copa 2014 - Uma nova Blikkiesdorp?

UMA DAS OCUPAÇÕES VISITADAS PELA EDITORA DE MARIE CLAIRE, MARIANA SANCHES (Foto: Manoel Marques)
Blikkiesdorp paulistana (Foto: Manuel Marques)

Há três anos, em meio à festa da primeira Copa do Mundo em continente africano, o rumoroso episódio da Blikkiesdorp – “cidade de lata”, em africâner - manchou a imagem da África do Sul e da organização do evento. 

O autointitulado “governo de integração”, formado em grande parte por aqueles que ajudaram a acabar com o apartheid racial - oficialmente extinto na década de 1990 – implementou uma nova forma de segregação, agora social, com um único objetivo: esconder do mundo a pobreza de uma das sedes da copa.

A população “indesejável” de Cape Town (Cidade do Cabo) – moradores de rua, imigrantes pobres, portadores do vírus HIV – foi confinada num assentamento localizado a 20 km da metrópole, formado por milhares de barracos de zinco, que potencializavam o frio no inverno e o calor no verão.

A Cidade de Lata foi construída em 2008, como uma situação transitória para abrigar invasores de prédios públicos.

Até 2010, pelo menos havia uma certa segurança. O local era totalmente cercado por arame farpado e seu único acesso era rigidamente controlado por policiais.

A Copa do Mundo foi um sucesso! Como se sabe, o Brasil voltou pra casa mais cedo, graças a Dunga, Felipe Melo & cia, mas a Espanha, comandada por Xavi e Iniesta, deu show e foi a grande campeã.

A Fifa e alguns figurões encheram os bolsos, o tempo passou e, como era de se esperar, promessas foram esquecidas. A Blikkiesdorp está completando seis anos, se tornou uma favela perigosíssima, e seus moradores engordam uma lista do governo para receber casas de verdade, numa espera que deve levar décadas.

No Brasil, vários estádios belíssimos são circundados por favelas, o que certamente não passa uma boa imagem para o resto do mundo. Teremos uma nova Blikkiesdorp por aqui?

Castelão: primeiro estádio brasileiro pronto para a copa, localizado em um bairro paupérrimo de Fortaleza.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Mundial de Clubes – Le rêve est fini

Comemoração do goleiro Kidiaba, do Mazembe – Imagem emblemática da derrocada brasileira (Foto Hassan Ammar, AP)
O título da matéria corresponde a “o sonho acabou” em francês, a língua mais falada no Marrocos. O idioma oficial do país é o árabe, mas الحلم هو أكثر ficaria meio estranho...

O Galo caiu na real. E, com ele, todos os brasileiros, independentemente da paixão clubística. Infelizmente, o Atlético (MG) está muito mais pra Guangzhou e Raja Casablanca do que pra Bayern e Real Madrid, apesar do ufanismo da imprensa esportiva brasileira. Há algumas décadas, o futebol europeu tem dominado completamente o mundial de clubes.

Nem sempre, claro, isso se refletiu em resultado. Afinal, da década de 80 pra cá, houve vários títulos de equipes sulamericanas, em sua maioria brasileiras. Assim é que São Paulo (1992, 1993 e 2005), Corínthians (2012 e 2000, este questionado, pois ocorreu em um torneio paralelo ao tradicional mata-mata Europa x América do Sul, quando o Boca venceu o Real Madri em Tóquio), Flamengo (1981), Grêmio (1983) e Internacional (2006) repetiram o feito do Santos, campeão em 1962 e 1963.

Mas, de todos esses títulos, apenas um foi conquistado de forma incontestável: o do Flamengo em 1981, que massacrou o Liverpool por 3 a 0, gols de Nunes (2) e Adílio – por mais que os anti-rubronegros não gostem.

De lá pra cá, foi só sufoco. Aliás, desde 2005, quando foi oficializada a disputa com todos os campeões continentais, as equipes sul-americanas não tiveram moleza nem mesmo nas semifinais, penando para superar times inexpressivos no cenário mundial.

Em 2005, o São Paulo suou para derrotar o Al-Ittihad (Arábia Saudita) por 3 a 2; no ano seguinte, o vexame maior: o Mazembe, equipe da inexpressiva República Democrática do Congo, derrotou o Internacional por 2 a 0, sendo facilmente batido pela Inter de Milão por 3 a 0 na final; no ano passado, mais sufoco: Corínthians 1 a 0 no Al-Ahli (Egito).

Este ano, o Raja Casablanca foi o Mazembe do Atlético (MG). O campeão marroquino não era nem mesmo o representante africano. O campeão do continente foi o egípcio Al-Ahli, de participação pífia no mundial, perdendo para os chineses do Guangzhou por 2 a 0 e para os mexicanos do Monterrey por 5 a 1.

O Raja era a equipe da casa, o sétimo participante do torneio, um “puxadinho” instituído em 2007 pela Fifa para minimizar o fracasso de público de anos anteriores. Seus torcedores tiveram que viajar cerca de 250 km - distância entre Casablanca e Marrakesh – para torcer.

Os marroquinos venceram, nas oitavas (que também poderiam ser chamadas de pré-mundial), o Auckland City, da Nova Zelândia, por 2 a 1. Nas quartas, mesmo placar contra o Monterrey do México, só que agora na prorrogação. O Galo foi, portanto, o adversário mais tranquilo do Raja Casablanca, que venceu os mineiros por 3 a 1. Na final, massacre total do Bayern, o "Barcelona alemão", que assimilou à risca o estilo de Pep Guardiola. O placar de 2 a 0 não espelhou a imensa superioridade dos bávaros.

No Atlético, Cuca está de saída, substituído por Paulo Autuori para 2014, que tentará reerguer a equipe após um 2013 cheio de altos e baixos. Até a primeira fase da Libertadores, o Galo atropelou. Depois, contou com muita sorte para avançar contra o Tijuana (México), Newells Old Boys (Argentina), Olímpia (Paraguai) e conquistar a América.

No brasileirão, a recuperação só veio no final, período que coincidiu com a contusão de R10. Talvez nem seja tão coincidência assim. Apesar do talento inegável, com Ronaldinho Gaúcho em campo, todos os lances da equipe passam obrigatoriamente pelo meia, que já não tem o vigor de outros tempos, o que acaba tirando a velocidade na transição da defesa para o ataque.

R10, aliás, foi o grande derrotado do mundial: fez dois belos gols de falta, um em cada jogo, mas em nenhum momento fez jus à fama. Na disputa do terceiro lugar contra os chineses do Guangzhou (vitória do Galo por 3 a 2), Ronaldinho estava visivelmente desequilibrado e foi expulso por agressão, enterrando de vez sua última esperança de se mostrar aos olhos de Felipão e disputar a Copa de 2014.
R10 - última chance desperdiçada

sábado, 7 de dezembro de 2013

Foi dada a partida!

Brazuca: a bola da Copa vai rolar em junho

Agora a Copa começou de verdade!

Grupos definidos, é hora de fazer os famosos prognósticos, cruzamentos, enfim, traçar o possível caminho da nossa seleção até a esperada final, dia 13 de julho, no Maracanã, um dos maiores palcos do futebol mundial.

Como era de se esperar, os grupos ficaram bem desequilibrados, principalmente em função da definição dos cabeças-de-chave Bélgica, Suíca e Colômbia, em detrimento de potências como Itália, Inglaterra e França.

Aparentemente, o Brasil foi favorecido, pois não pegou nenhuma grande força. Croácia, México e Camarões não são "galinhas-mortas", mas também estão longe de pertencer à elite do futebol mundial. O México é quem tem maior tradição, mas não podemos esquecer que sua classificação ocorreu apenas na repescagem, pois as vagas diretas da Concacaf foram conquistadas por Estados Unidos, Costa Rica e Honduras.

Mas o “aparentemente” fica por conta do que vem pela frente. O cruzamento do Grupo A nas Oitavas de Final deverá ser com os gigantes europeus Espanha e Holanda, finalistas da última Copa. A não ser que o Chile resolva surpreender.

Quem se deu bem, de verdade, foi a Argentina: um grupo fraco com Bósnia, Irã e Nigéria, depois Suíça e Bélgica até uma provável semifinal com a Espanha. Além disso, o último jogo da primeira fase dos Hermanos será “em casa”. Porto Alegre deverá ser invadida pelos argentinos no dia 25/06, para o jogo contra a Nigéria.

Voltando ao Brasil, um caminho possível rumo ao hexa seria:
  • Primeira fase (jogos já confirmados):
    • Brasil x Croácia, dia 12/06, no Itaquerão (caso fique pronto!);
    • Brasil x México, dia 17/06, no Castelão;
    • Brasil x Camarões, dia 23/06, no Mané Garrincha
  • Oitavas de Final: Brasil x Holanda, dia 28/06, no Mineirão;
  • Quartas de Final: Brasil x Inglaterra, dia 04/07, no Castelão;
  • Semifinal: Brasil x Alemanha, dia 08/07, no Mineirão;
  • Final: Brasil x Argentina, dia 13/07, no Maracanã.

Caso Brasil, Espanha, Itália, Argentina e Alemanha passem em primeiro em seus grupos, o Brasil só pegaria a Alemanha na semifinal, e Espanha, Argentina e Itália na final.

Definida a tabela da primeira fase, a Fifa disponibiliza nova venda de ingressos para os jogos. Como a procura certamente será maior que a oferta, haverá um sorteio para definir os felizardos que irão assistir ao vivo o espetáculo da segunda Copa do Mundo realizada no Brasil. 

Será uma loteria, até porque a capacidade da maioria dos estádios foi reduzida, de forma a adequar-se ao "Padrão Fifa". A exceção foi o Mané Garrincha. O Maracanã, que já foi o maior do mundo, atualmente é apenas o 31o. Confira a capacidade dos maiores estádios da Copa 2014:

  • Maracanã (RJ): 76.804 (já chegou a 200.000)
  • Estádio Nacional (DF): 72.788 (era 45.200)
  • Castelão (CE): 66.700 (já foi 120.000)
  • Mineirão (MG): 65.960 (já foi 130.000)
Rungrado May Day: maior estádio do mundo, símbolo do regime comunista da Coréia do Norte


Um link interessante link para acompanhar a tabela completa da Copa é http://copadomundo.uol.com.br/tabela-da-copa/calendario-de-jogos/


domingo, 1 de dezembro de 2013

Novamente no topo!

FIBA/Divulgação
O Uniceub/BRB/Brasília começou a temporada 2013/2014 com o pé direito. Nesta sexta, em Montevidéu, a equipe do Distrito Federal sagrou-se campeã da Liga Sul-Americana, ao vencer os donos da casa – o Atlético Aguada – por 93 a 81.

O título foi incontestável: o Brasília sofreu apenas uma derrota - na fase semifinal - e venceu os finalistas Aguada (URU) e Boca Juniors (ARG) duas vezes cada. 
Goree, Giovanonni, Osimani e Hernández

Para completar a festa, Guilherme Giovanonni foi eleito o MVP da competição. Nas finais, o UniCeub/BRB/Brasília não contou com seu maior astro, o ala Alex Garcia, contundido, mas dois estrangeiros compensaram, com sobras, sua ausência: o pivô americano Marcus Goree e o armador uruguaio Martín Osimani tiveram grande atuação. 

A decisão foi no caldeirão do Ginásio Palácio Peñarol, a casa do Aguada, cujo destaque é o armador García-Morales. Foi a primeira vez que uma equipe fora do eixo Brasil/Argentina chegou à final. 

O título teve direito a carreata em carro aberto no domingo, 01/12, no Plano Piloto. 

Um exagero. Afinal, o Brasília tem títulos mais relevantes, e a Liga Sul-Americana é uma espécie de “segunda divisão” do continente. Tanto que Flamengo, Uberlândia e São José, finalistas do NBB 2012/2013 nem participaram, pois irão jogar a Liga das Américas, esta, sim, a “Libertadores” do basquete, para a qual o Brasília também se classificou, após a conquista do sulamericano. 

O Brasília agora é bicampeão do torneio, igualando a marca do Vasco da Gama, que ganhou em 1999 e 2000. Brasil e Argentina são os únicos vencedores das dezoito edições da Liga.

Confira a relação dos campeões: 
  • Atenas de Córdoba (ARG) – 3 títulos (1997, 1998 e 2004)
  • UniCeub/BRB/Brasília (BRA) – 2 títulos (2010 e 2013)
  • Vasco da Gama (BRA) – 2 títulos (1999 e 2000)
  • Libertád Sunchales (ARG) e Regatas Corrientes (ARG) – 2 títulos
  • Flamengo (BRA), Uberlândia (BRA), Quimsa (ARG), Olimpia (ARG), Ben Hur (ARG), Estudiantes Olavarría (ARG) e Obras Sanitarias (ARG) – 1 título

Campanha em 2013:
  • Primeira fase (Brasília):
    • Brasília 146 x 62 Atletico Nacional (BOL)
    • Brasília   95 x 79 Comunikt (EQU)
    • Brasília   69 x 61 Boca Juniors (ARG) 
  • Semifinal (Montevidéu)
    • Brasília 88 x 61 Peñarol de Mar del Plata (ARG)
    • Brasília 68 x 79 Argentino de Junín (ARG)
    • Brasília 88 x 83 Atletico Aguada (URU)
  • Final Four (Montevidéu)
    • Brasília 81 x 69 Boca Juniors (ARG)
    • Brasília 93 x 81 Atletico Aguada (URU) 

Classificação:

1º. UniCeub/BRB/Brasília
2º. Aguada
3º. Bauru
4º. Boca Juniors  

Foi a primeira conquista brasiliense após a contratação do campeoníssimo treinador argentino Sérgio Hernández, o “Ovelha”. Certeza de que vem mais por aí... 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

É campeão!


Hernane: mais uma vez, o artilheiro do novo Maracanã deixou sua marca
A torcida rubro-negra está em festa!

Nesta quarta, o Flamengo conquistou seu terceiro título da Copa do Brasil ao vencer o Atlético (PR) por 2 a 0, gols de Elias e Hernane, o artilheiro da competição. O empate de 0 a 0 já bastava, mas em nenhum momento o time se acomodou, sendo premiado com dois gols no final do jogo.

Com um elenco limitado, sem estrelas, parecia que o Flamengo teria um ano sem conquistas, principalmente após a goleada sofrida em casa para o próprio Atlético (PR) há dois meses. Naquele dia, em pleno Maracanã, o Fla abriu 2 a 0, tomou a virada, perdeu por 4 a 2 e o técnico Mano Menezes pediu o boné, alegando que “...não consegui passar para o grupo aquilo que penso sobre futebol”.

Sem dinheiro para um novo técnico de nome, o clube optou por uma solução caseira, o então auxiliar Jayme de Almeida.

Com seu jeito simples, Jayme uniu o elenco e a partir daí tudo mudou. Quando assumiu o time, sua maior preocupação era o risco de rebaixamento no brasileirão. O Flamengo – cuja maior estrela é o veteraníssimo Leo Moura - engrenou, livrou-se da queda com relativa tranquilidade e termina o ano garantido na Copa Libertadores do ano que vem.

Outra equipe que vem surpreendendo nesse final de temporada é a Ponte Preta. Praticamente rebaixada para a segunda divisão do brasileiro, a Macaca eliminou o São Paulo na semifinal da Copa Sulamericana (3 x 1 e 1 x 1) e chega pela primeira vez à final de um torneio continental.

No mesmo dia em que duas torcidas fizeram a festa, duas notícias tristes para o futebol brasileiro: morreu Nilton Santos, o maior lateral esquerdo da história, ídolo do Botafogo e bicampeão mundial nas Copas do Mundo de 1958 e 1962.


Em São Paulo, parte da estrutura metálica do Itaquerão – sede do primeiro jogo da Copa de 2014 – desabou e deixou dois operários mortos. Mais um incidente envolvendo o estádio que o Corínthians ganhou de presente, custou R$ 1 bilhão e ainda não foi concluído. 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Desfile de craques

Ibra - A grande ausência
A Copa do Mundo de 2014 tem garantida a presença da maioria dos craques do futebol mundial. Muitos já estavam lá, e as repescagens carimbaram o passaporte de mais alguns. Da relação dos 23 “semifinalistas” da Bola de Ouro 2013 da Fifa, os seguintes estarão no Brasil no ano que vem:

Messi (Argentina), Neymar e Thiago Silva (Brasil), Cavani e Suárez (Uruguai), Falcao Garcia (Colômbia), Iniesta e Xavi (Espanha), Cristiano Ronaldo (Portugal), Hazard (Bélgica), Pirlo (Itália), Robben e Van Persie (Holanda), Ribéry (França) e Yaya Touré (Costa do Marfim), além de meio time da Alemanha: Neuer, Lahm, Müller, Özil e Schweinsteiger.


Giggs - Novamente de fora
Mas algumas ausências serão muito sentidas: a revelação galesa Gareth Bale, 24 anos, contratação milionária do Real Madrid, já era previsto que iria ver a Copa pela TV. Sua seleção foi a penúltima colocada num dos grupos mais fracos das eliminatórias européias, que classificou Bélgica (direto) e Croácia (repescagem). Bale segue o exemplo do compatriota Ryan Giggs, astro do Manchester United, que está prestes a se aposentar e nunca foi a um mundial. Lewandowski (Polônia) é outro que ficou de fora.

Mas quem fará falta mesmo é Zlatan Ibrahimovic. A Suécia, país do temperamental craque do Paris Saint-Germain, levou muito azar no sorteio das eliminatórias. Na primeira fase, a seleção escandinava pegou a chave mais difícil, enfrentando nada a menos que a Alemanha, o bicho-papão do continente, que desde 1950, no Brasil, nunca mais ficou fora do mundial. No cruzamento da repescagem, a Suécia também se deu mal, enfrentando Portugal, do astro Cristiano Ronaldo, favorito para vencer a Bola de Ouro deste ano. E perdeu as duas partidas, 1 a 0 e 3 a 2.


Messi e CR7 - os grandes astros
De qualquer forma, o mundial de 2014 estará recheado de craques. Além dos já citados, nomes como o do marfinense Didier Drogba, do camaronês Samuel Eto’o, do uruguaio Forlán (melhor jogador da última Copa), do italiano Balotelli, dos ingleses Gerrard e Lampard e do espanhol Casillas também estarão no Brasil no ano que vem.

Há ainda brasileiros defendendo outras seleções: o sergipano Diego Costa (Atlético de Madri) é o mais polêmico, pelo fato de ter recusado o chamado de Felipão, optando por defender a Espanha, que tem ainda Thiago Alcântara, nascido na Itália, mas que tem nacionalidade brasileira. 

Mas a lista é grande: Pepe (alagoano, Portugal),  Feilhaber (carioca, Estados Unidos), Cássio (carioca, Austrália), Douglas (catarinense, Holanda), Eduardo da Silva (carioca, Croácia), Marcos González (carioca, Chile), Ígor (paulista, Bélgica); Sinha (potiguar, México), Tanaka (paulista, Japão), Aguirregaray (gaúcho, Uruguai), Thiago Mota (paulista, Itália), Cacau (paulista, Alemanha), e Edmar (paulista, Ucrânia). Alguns são nomes certos, outros estão na luta.

De qualquer forma, atração é o que não vai faltar na Copa de 2014, nem motivos para torcer. 

E faltam apenas sete meses...