Mais uma vez, não deu pra seleção do Mano. Lembrei da última vez em que vi ao vivo a amarelinha em campo. Não era esse timeco, mas também não era lá essas coisas. O que me motivou a ir ao estádio foi uma causa nobre.
Há uns quatro anos, minha equipe tinha um menor estagiário muito gente boa, o Cadu, que era querido por todos, adorava futebol e ainda por cima era bom de bola. Cadu era o nosso meia-atacante, infernizando a vida dos adversários com sua habilidade e velocidade nos torneios do Banco.
Quando ele me falou que nunca tinha ido a um estádio, prometi levá-lo tão logo aparecesse a oportunidade.
Um dia, chamei o Cadu e informei:
- Amigão, eu gostaria de levar você para o melhor jogo que houvesse aqui em Brasília. Infelizmente, o time que poderia proporcionar um espetáculo grandioso pra você assistir – a máquina do Fortaleza, o grande tricolor de aço – não vai se apresentar por aqui tão cedo. Portanto, quarta-feira que vem vou lhe levar para um joguinho de segunda categoria no Bezerrão, belê?
Seus olhos brilharam. O moleque era muito bem informado para saber que naquele dia o estádio do Gama seria reinaugurado com a presença simplesmente dos dois maiores jogadores do mundo na época, Kaká e Cristiano Ronaldo. O jogo era Brasil e Portugal, ganhamos por 6 a 2 e nossa seleção deu show!
Hoje, alguns anos depois, meu amigo Cadu já encerrou seu estágio, virou atleta e está na batalha para vencer na vida.
Com certeza, o Banco, as dezenas de amigos que conquistou e aquele inesquecível 19 de novembro de 2008 o acompanharão para sempre!


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