domingo, 5 de agosto de 2012

Murray e Einstein


Hoje, vendo a final do tênis, lembrei de uma história de Einstein, quando ele estava viajando na sua teoria da relatividade, lá pelos idos de 1900.

No início do século XX, França e Alemanha já não se bicavam, e os estudos de Albert, de certa forma, eram uma continuidade dos trabalhos de um matemático francês, um tal de Poincaré,  talvez parente da Pocahontas, sei lá...

 Pois bem, Einstein dizia que, se a sua teoria estivesse correta, os alemães iriam enaltecê-lo como legítimo representante da raça ariana. Já os franceses diriam que ele era um cidadão do mundo. 

Agora, se o descabelado físico estivesse errado, os franceses fariam questão de dizer que ele era alemão, e os germânicos diriam que obviamente isso só poderia ser coisa de judeu... Alguns dizem que a frase é diferente, que envolve americanos e suíços, mas deixa assim mesmo.

Bom, mas o que isso tem a ver com o começo da história? É que o desequilibrado Andy Murray, eterno número 4 do mundo, acaba de decidir a medalha de ouro do tênis contra o mito Roger Federer. E aleluia! Ele venceu, em incontestáveis 3x0!

Parafraseando Einstein, se ele tivesse perdido, os ingleses fariam questão de lembrar que Murray é escocês, que deveria ter jogado de kilt (aquela saia de tocador de gaita de fole, que refresca o próprio...) etc, etc. Como venceu, com certeza irão enaltecer o feito do grande tenista britânico!

Para encerrar, outra célebre e polêmica frase de Einstein, que era genial também nas suas tiradas:

“Duas coisas são infinitas: o universo e a burrice humana. Mas a respeito do universo ainda tenho dúvidas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário