sábado, 3 de novembro de 2012

Do Pajeú para o Mundo


Há mais de vinte anos, morei em Flores (PE). 

Sempre que podia, ia ao "estádio" local bater uma bolinha no final das tardes. Na sequência, o dominó e a cervejinha eram sagrados. Cheguei a jogar na seleção da cidade, mais pelo meu trabalho no banco e pelos muitos amigos que conquistei do que propriamente pelo talento, porque nunca fui lá essas coisas. 

O craque do pedaço era meu amigo Fernando Cajuína, um zagueirão que, além de bom de bola, também “espanava” quando era preciso.

Cajuína tinha um irmão adolescente que pegava no gol. Ney até que agarrava bem, mas, ainda muito jovem,  não chegava a se destacar entre os peladeiros da pequena e histórica cidade do sertão pernambucano.

Pois bem, o garoto arrumou as malas, mudou-se pra capital e foi à luta. Ingressou nas categorias de base do Náutico, se profissionalizou e ganhou o mundo.

Ney Fábio já rodou bastante. Além do clube timbu, atuou pelo Moto Clube (MA), Vila Nova (GO), Gama (DF), Atlético (GO), CENE(MS) e Canoas (RS), dentre outros.

O goleirão florense ainda atuou no exterior, pelos portugueses União da Madeira e Santa Clara.

No auge da carreira, Ney Fábio chegou a ser apelidado de “barreira humana”, e jogou a última temporada no futebol potiguar.

Reencontrei-o esses dias, no Facebook. Prestes a completar 36 anos, o jogador nem pensa em parar, e aguarda definição sobre seu próximo clube para 2013.

Boa sorte, Ney! Estamos torcendo por você!

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