domingo, 11 de novembro de 2012

Kirchner e a MotoGP


Hoje volto a falar de um esporte de velocidade apaixonante, muito mais interessante do que a Fórmula 1: a MotoGP. Em 2012, a emoção só não foi maior porque a disputa em sua categoria principal se resumiu a três pilotos/equipamentos: Jorge Lorenzo e sua Yamaha 99 enfrentando dupla Pedrosa/Stoner da equipe Honda. 
  
Este ano o espanhol da Yamaha levou o título, por dois motivos:

- Seu principal concorrente, o australiano Casey Stoner (campeão de 2011) ficou boa parte do campeonato no estaleiro;

- Já o conterrâneo Dani “Medrosa” até que fez uma boa temporada, mas, como sempre, pipocou no momento decisivo.

Lorenzo, mesmo sem a moto mais veloz, conseguiu a incrível façanha de ser primeiro ou segundo em dezesseis das dezoito provas do calendário. Nas duas restantes, dois acidentes, provocados por barbeiradas dos adversários. 

No fechamento do campeonato, neste domingo, 11/novembro, em Valência (ESP), um tombo espetacular, mostrando que o campeão do mundo também é bom de queda. Ele, literalmente, saiu voando da moto, e conseguiu aterrissar sem um arranhão.

No encerramento da temporada, o espanhol mostrou ainda ser o melhor também em estratégia. Foi só a comissão organizadora da prova anunciar “wet race” – corrida em pista molhada – Lorenzo ousou, colocando pneus slick, para pista seca, e se deu bem. Seus adversários fizeram isso já com a corrida em andamento, lembrando que, na MotoGP, o piloto entra nos boxes e troca de moto, e não apenas de pneus.

Para 2013, a emoção deve aumentar e a disputa ser feroz entre Lorenzo, Valentino “The Doctor” Rossi (de volta à Yamaha, agora como segundo piloto), Pedrosa e o “monstro” da Moto2, Marc Márquez, que sobe de categoria - e já na melhor equipe - em substituição ao aposentado ex-campeão Stoner.

Márquez, aliás, o campeão da “segunda divisão”, deu show em Valência, largando em último, ultrapassando 33 adversários (começando pelo brasileiro Éric “Barrichello” Granado, de 16 anos) para vencer a prova.

A equipe de Márquez (tanto a atual como a do ano que vem) tem a Repsol como principal patrocinadora. A petrolífera espanhola, aliás, protagoniza uma queda de braço em 2013.

A única prova do calendário marcada para a América do Sul seria em Buenos Aires, em função dos interesses comerciais da Repsol. No entanto, em mais uma lambança da senhora Kirchner, o governo argentino tomou de volta a YPF, uma espécie de Petrobrás de lá, privatizada há alguns anos e adquirida exatamente pela Repsol.

Cá entre nós, duvido muito que o GP de Buenos Aires se realize. Quem sabe não sobra para o Brasil...


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