Hoje volto a falar de um esporte de velocidade apaixonante, muito mais interessante do que a Fórmula 1: a MotoGP. Em
2012, a emoção só não foi maior porque a disputa em sua categoria principal se
resumiu a três pilotos/equipamentos: Jorge Lorenzo e sua Yamaha 99 enfrentando dupla
Pedrosa/Stoner da equipe Honda.
Este ano o espanhol da Yamaha
levou o título, por dois motivos:
- Seu principal concorrente, o
australiano Casey Stoner (campeão de 2011) ficou boa parte do campeonato no
estaleiro;
- Já o conterrâneo Dani “Medrosa”
até que fez uma boa temporada, mas, como sempre, pipocou no momento decisivo.
Lorenzo, mesmo sem a moto mais
veloz, conseguiu a incrível façanha de ser primeiro ou segundo em dezesseis das
dezoito provas do calendário. Nas duas restantes, dois acidentes, provocados por
barbeiradas dos adversários.
No fechamento do campeonato, neste domingo, 11/novembro,
em Valência (ESP), um tombo espetacular, mostrando que o campeão do mundo
também é bom de queda. Ele, literalmente, saiu voando da moto, e
conseguiu aterrissar sem um arranhão.
No encerramento da temporada, o
espanhol mostrou ainda ser o melhor também em estratégia. Foi só a comissão
organizadora da prova anunciar “wet race” – corrida em pista molhada – Lorenzo ousou, colocando pneus slick, para pista seca, e se deu bem. Seus adversários
fizeram isso já com a corrida em andamento, lembrando que, na MotoGP, o piloto
entra nos boxes e troca de moto, e não apenas de pneus.
Para 2013, a emoção deve aumentar
e a disputa ser feroz entre Lorenzo, Valentino “The Doctor” Rossi (de volta à
Yamaha, agora como segundo piloto), Pedrosa e o “monstro” da Moto2, Marc
Márquez, que sobe de categoria - e já na melhor equipe - em substituição ao
aposentado ex-campeão Stoner.
Márquez, aliás, o campeão da “segunda divisão”,
deu show em Valência, largando em último, ultrapassando 33 adversários (começando
pelo brasileiro Éric “Barrichello” Granado, de 16 anos) para vencer a prova.
A equipe de Márquez (tanto a atual
como a do ano que vem) tem a Repsol como principal
patrocinadora. A petrolífera espanhola, aliás, protagoniza uma queda de braço em 2013.
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