Esses dias, conversando com o
talentoso ala/pivô Ronald Reis, do UniCeub/BRB/Brasília, brinquei dizendo
que sua equipe teria muito trabalho com o “calouro” do NBB 2012/2013, o Sky/Basquete
Cearense. Ele perguntou por que, e riu bastante ao perceber que eu estava
apenas tirando uma onda com meus conterrâneos:- Já pensou, aquele monte de cabeção espalhado pela quadra? Será uma dureza arrumar algum espaço...
Brincadeiras à parte, fiquei curioso com essa novidade. Afinal, a tradição do fortalezense nunca foi o basquete, e sim o futsal (quem não se recorda do Sumov, várias vezes campeão brasileiro e sulamericano nas décadas de 1970 e 1980?) e o vôlei de praia.
Franco Neto/Roberto Lopes foram os primeiros campeões mundiais, ainda na década de 1990. Uma das melhores duplas femininas da história, Juliana/Larissa, sempre competiu pelo Ceará (as duas se separaram há poucos dias), apesar de nenhuma ter nascido no estado.
Mas voltemos ao basquete. O Sky/Basquete
Cearense (semelhante ao vôlei, há aquela chatice de batizar os times com nome e "sobrenome", o patrocinador mais uma denominação "genérica") tem apenas alguns meses de
fundação. De cearense mesmo, praticamente só o escudo, estiloso e de muito bom gosto. Observe a composição da bola de basquete com a jangada - sempre ela - no mar.
Quem está à frente do
projeto é o Alberto Bial (irmão do “mala” do Big Brother), que passou vários
anos no Joinville e veio para estruturar o clube e formar o elenco para a liga
deste ano.
Ou seja, na prática, o time é basicamente “estrangeiro”. A base são jogadores oriundos do interior paulista, o grande provedor de
talentos do nosso basquete. Recentemente, chegaram dois gringos, daqueles ciganos
que trocam de país todo ano.
Primeiro veio o ala/pivô sérvio
Radovan Dragovic, que já rodou por equipes cipriotas, romenas, sírias, sérvias
e líbias. Na sequência, foi a vez do americano Robinson Jr, ex-NBA, que também
já atuou na Argentina e na República Dominicana.
O elenco conta ainda com vários
nomes experientes, como o ala Rogério Klafke, 41 anos, ex-seleção brasileira,
Felipe, Drudi, dentre outros.
Vou conferir ao vivo os dois
confrontos entre Brasília x Basquete Cearense pelo NBB, o primeiro dia 15 de
janeiro próximo, na ASCEB; o jogo de volta em 5 de fevereiro, no tradicional
ginásio Paulo Sarasate. Os dois estão em situação intermediária na tabela: o CEUB
é o sétimo e Sky o nono.
O campeonato deste ano está muito
parelho. Pelo menos uns dez times se equivalem. Os favoritos são paulistas,
mineiros e, claro, Flamengo e Brasília, a maior rivalidade do basquete
brasileiro nos últimos cinco anos. O rubro-negro, após sete jogos, é o único invicto, e o Brasília
ainda é a base da seleção brasileira.
Mas vamos ver o que o caçula
cabeçudo pode aprontar...

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