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| Lorenzo e Márquez - Batalha corpo a corpo |
Fantástico!
Emocionante!
Não há palavras para descrever a
motovelocidade. Como esporte a motor, não há termo de comparação com outras
categorias. Um campeonato em que o fator humano é, como nenhum outro,
determinante.
Afinal, onde mais se pode ver uma
chegada com dois pilotos, duas máquinas, lado a lado, literalmente colados –
motos e corpos – disputando milimetricamente o espaço rumo à vitória? Nas
curvas, cotovelos e joelhos tocam o asfalto, soltam faíscas e parecem uma
extensão do equipamento.
Outra vantagem do mundial de motociclismo:
em cada etapa, são três categorias, em sequência, no mesmo dia. Cada prova tem
menos de uma hora de duração, a disputa é constante, não há pit stop e, em caso
de necessidade (chuva, por exemplo), o piloto vai ao box e pega uma nova moto.
Neste domingo, em Silverstone,
tivemos uma das melhores corridas da história. E – nunca é demais lembrar – em 2014
os brasilienses poderão conferir de perto tudo isso.
No pódio, um piloto que acaba de
se recuperar de uma clavícula quebrada (Jorge Lorenzo, uma espécie de Fernando
Alonso das duas rodas), outro com o ombro deslocado (Marc Márquez, a formiga
atômica, estreando na categoria principal, o novo menino-gênio), um terceiro
que teria tudo para estar junto, mas que parece não ter a determinação dos
grandes campeões (Dani Pedrosa, terceiro na prova, segundo no campeonato).
Na MotoGP, como
em nenhum outro esporte, consegue-se identificar o temperamento de cada
competidor. Dois são extremamente competitivos, Márquez e Lorenzo – um bicampeão
do mundo, pressionadíssimo pelo equipamento inferior e pela ascensão do
adversário que, mesmo perdendo a vitória nos últimos metros, mantém o sorriso,
sem parecer se importar com o resultado. Num segundo plano, outro talento –
Pedrosa – que parece não ter o “sangue nos olhos” dos grandes campeões. Mais
atrás, Valentino Rossi, hepta-campeão, maior ídolo da história, que já não
consegue acompanhar os ponteiros. Uma espécie de Schumacher bem-humorado.
No GP da Inglaterra, Márquez
ultrapassou Lorenzo duas vezes nas voltas finais, mas o campeão do mundo – que preferiu
preservar o tradicional 99 de sua moto, abrindo mão do número 1 reservado ao
ganhador da última temporada – superou a desvantagem tecnológica de sua Yamaha (especialmente
em relação ao câmbio) e chegou à frente das duas Honda.
Um show! A próxima corrida será
no próximo dia 15, em San Marino. Emoção à vista!
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| Silverstone - Lorenzo quebra sequência de vitória de Márquez |


Considero caro o preço dessa emoção: clavícula quebrada, ombro deslocado...
ResponderExcluirÉ MMCA, mas quem está lá sabe dos riscos.
ResponderExcluirNeste domingo, nova vitória de Lorenzo. Com o novo câmbio da Yamaha (agora igual ao dos seus adversários da Honda) não teve pra ninguém!