domingo, 20 de outubro de 2013

Motovelocidade: um Show!


Lorenzo: corrida impecável
Definitivamente, a motovelocidade é um show!
 
Na madrugada deste domingo, 20 de outubro, na Austrália, mais uma corrida incrível e cheia de alternativas.

O antenúltimo grande prêmio da temporada ainda teve um componente insólito. Após os treinos classificatórios na pista de Phillip Island, o excessivo desgaste verificado nos compostos de pneus motivou a direção de prova a efetuar duas alterações na corrida, uma delas determinante para o seu resultado.

A quantidade de voltas foi reduzida de 26 para 19, e impôs-se um pitstop obrigatório até a metade da corrida. Aí entrou a estratégia das equipes. A Yamaha definiu a parada de Lorenzo uma volta antes do limite, e a Honda deixou para a última.

Propositalmente ou não, Lorenzo atrasou seu pit, até porque ele vinha numa batalha feroz com Márquez pela liderança. A Yamaha, portanto, parou no limite, e Márquez seguiu direto, parando somente na volta seguinte.

A direção de prova pareceu não ter percebido o equívoco, mas, após intensa pressão da Yamaha, deu bandeira preta para Márquez, que poderia ter se sagrado campeão na Austrália.

Final de prova, Lorenzo descontou 25 pontos sobre a “Formiga Atômica”, reduziu a diferença para 18 pontos e embolou o campeonato, faltando duas provas e 50 pontos em disputa. Pedrosa e Rossi, os companheiros de equipe de Lorenzo e Márquez, respectivamente, completaram o pódio, e ratificaram seu papel de coadjuvantes.

Emoção à vista para as duas últimas corridas: Japão, já no próximo domingo, 27, e Valencia, no dia 10 de novembro.

Lembrando que em 2014 os brasilienses terão a oportunidade de conferir ao vivo as emoções da motovelô, no Autódromo Nelson Piquet.

Imperdível!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Início Promissor


Goree - Cestinha da partida, o norte-americano mostrou serviço
O campeão voltou. Depois de uma temporada desastrosa, na qual perdeu tudo o que disputou, o UniCeub/BRB/Brasília tenta se reerguer. E começou muito bem!

O primeiro torneio oficial da temporada 2013/2014 é o sulamericano de clubes. O grupo A da primeira fase foi disputado na Capital Federal, nos dias 1, 2 e 3 de outubro. 

E o novo Brasília arrebentou! Foram três convincentes vitórias, o primeiro lugar do grupo e a classificação garantida para a fase semifinal, a ser disputada no início de novembro.

Os jogos foram todos na Asceb, na 904 Sul, a arena preferida da torcida candanga. No primeiro jogo, o Brasília massacrou o frágil Atlético Nacional, da Bolívia, por 146 a 62. No confronto seguinte, o Comunikt, do Equador, ofereceu mais resistência, mas também sucumbiu. Placar final, 95 a 79, com destaque para Alex Garcia.

Brasília e Boca Juniors já chegaram classificados à rodada final. No entanto, ninguém esperava um jogo fácil. Afinal, tratava-se de mais um Brasil x Argentina, tradicionais rivais, seja qual for o esporte.

Ao contrário do futebol, o Boca não é o bicho-papão dos Hermanos. O Athenas, de Córdoba, e o Peñarol, de Mar del Plata, têm dominado o “baloncesto” do país vizinho. De qualquer forma, o time é forte, e não estava disposto a facilitar as coisas para o Brasília.

O jogo foi duríssimo, com vários lances mais ríspidos, exigindo muito trabalho dos árbitros. A animadíssima torcida Lobo-Guará viu, então, uma nova postura do Brasília: uma defesa forte, marca registrada do campeoníssimo treinador argentino Sérgio Hernández, que, aliás, é torcedor do Boca.

Após sair atrás no marcador, o Brasília virou e controlou o placar até o final, com destaque, mais uma vez, para Alex, além do pivô norte-americano Marcus Goree, cestinha da partida. A vitória por 69 a 61 deu a certeza de que o tricampeão vem muito forte para brigar pelo título do NBB, atualmente em poder do Flamengo.  

Os amantes do basquete têm mais um grande espetáculo para acompanhar. Pinheiros-SP, campeão da Liga das Américas (o Brasília chegou em quarto), e Olympiacos, da Grécia, campeão europeu, decidem em duas partidas a Copa Intercontinental de Clubes. O canal fechado Fox Sports transmite as duas partidas, nos dias 4 e 6 de outubro.

domingo, 15 de setembro de 2013

No rumo certo!

Neymar x Bruno Alves - O talento venceu a violência
De virada, o Brasil venceu Portugal por 3 a 1, em Boston, nos Estados Unidos. Em uma semana, foram duas convincentes vitórias – três dias antes, a vítima foi a Austrália, goleada por 6 a 0 em Brasília – que dão a certeza de que estamos no caminho certo rumo ao grande desafio: vencer a Copa do Mundo de 2014.

O jogo foi duro, especialmente na violenta marcação a Neymar, perseguido durante todo o jogo pelo truculento zagueiro Bruno Alves, capitão luso, que contou com a conivência do jovem árbitro norte-americano Juan Guzman.

Logo aos 17 minutos de jogo, em falha do lateral Maicon, os portugueses abriram o placar, com Raul Meireles. Mas os brasileiros não se abateram e, ainda na primeira etapa, viraram o jogo, com dois belos gols – Thiago Silva, de cabeça, e Neymar, que entrou driblando vários adversários e deslocou o goleiro Rui Patrício. No segundo tempo, Jô fechou a conta, dando números finais à partida.

Felipão está cada vez mais perto de fechar o grupo para a Copa. Ramires, Bernard, Luiz Gustavo e Jô se firmam a cada jogo, enquanto Lucas e Maicon precisam mostrar algo mais para se garantir.


Em outubro serão mais dois amistosos, contra Coréia do Sul e Zâmbia. Como o Brasil não disputa as eliminatórias por ser o país-sede, esses jogos são o principal laboratório para a Copa, que começa daqui a nove meses. A estréia será dia 12 de junho, no Itaquerão. Além de São Paulo, Fortaleza e Brasília serão os palcos dos jogos do Brasil na primeira fase. 

domingo, 1 de setembro de 2013

Show!!


Lorenzo e Márquez - Batalha corpo a corpo

Fantástico! Emocionante!

Não há palavras para descrever a motovelocidade. Como esporte a motor, não há termo de comparação com outras categorias. Um campeonato em que o fator humano é, como nenhum outro, determinante.

Afinal, onde mais se pode ver uma chegada com dois pilotos, duas máquinas, lado a lado, literalmente colados – motos e corpos – disputando milimetricamente o espaço rumo à vitória? Nas curvas, cotovelos e joelhos tocam o asfalto, soltam faíscas e parecem uma extensão do equipamento.

Outra vantagem do mundial de motociclismo: em cada etapa, são três categorias, em sequência, no mesmo dia. Cada prova tem menos de uma hora de duração, a disputa é constante, não há pit stop e, em caso de necessidade (chuva, por exemplo), o piloto vai ao box e pega uma nova moto.  

Neste domingo, em Silverstone, tivemos uma das melhores corridas da história. E – nunca é demais lembrar – em 2014 os brasilienses poderão conferir de perto tudo isso.

No pódio, um piloto que acaba de se recuperar de uma clavícula quebrada (Jorge Lorenzo, uma espécie de Fernando Alonso das duas rodas), outro com o ombro deslocado (Marc Márquez, a formiga atômica, estreando na categoria principal, o novo menino-gênio), um terceiro que teria tudo para estar junto, mas que parece não ter a determinação dos grandes campeões (Dani Pedrosa, terceiro na prova, segundo no campeonato).

Na MotoGP, como em nenhum outro esporte, consegue-se identificar o temperamento de cada competidor. Dois são extremamente competitivos, Márquez e Lorenzo – um bicampeão do mundo, pressionadíssimo pelo equipamento inferior e pela ascensão do adversário que, mesmo perdendo a vitória nos últimos metros, mantém o sorriso, sem parecer se importar com o resultado. Num segundo plano, outro talento – Pedrosa – que parece não ter o “sangue nos olhos” dos grandes campeões. Mais atrás, Valentino Rossi, hepta-campeão, maior ídolo da história, que já não consegue acompanhar os ponteiros. Uma espécie de Schumacher bem-humorado.

No GP da Inglaterra, Márquez ultrapassou Lorenzo duas vezes nas voltas finais, mas o campeão do mundo – que preferiu preservar o tradicional 99 de sua moto, abrindo mão do número 1 reservado ao ganhador da última temporada – superou a desvantagem tecnológica de sua Yamaha (especialmente em relação ao câmbio) e chegou à frente das duas Honda.

Um show! A próxima corrida será no próximo dia 15, em San Marino. Emoção à vista!


Silverstone - Lorenzo quebra sequência de vitória de Márquez

Emoção em duas rodas!


Alex Barros, ídolo brasileiro na década passada. 
 
Confirmado! No segundo semestre de 2014, o Brasil volta ao calendário da MotoGP, uma espécie de Fórmula 1 das motocicletas. E será em Brasília!

Após dez anos de ausência, a motovelocidade retorna ao país, exatamente no momento em que surge um dos grandes fenômenos do esporte, um jovem espanhol de vinte anos que, em seu ano de estréia na categoria principal, já assombrou o mundo com cinco vitórias no campeonato, deixando para trás nomes como o italiano Valentino Rossi e os espanhóis Jorge Lorenzo e Dani Pedrosa.

O novo mito se chama Marc Márquez, campeão da Moto 2 no ano passado, que ascendeu à categoria principal logo na melhor equipe do mundo: a Honda/Repsol.

Os brasilienses terão a oportunidade de conferir ao vivo a consolidação desse fenômeno e as emoções da motovelocidade. Sim, o autódromo Nelson Piquet está confirmado como palco de uma das duas provas do campeonato em território sulamericano – a outra é Buenos Aires.

Diversas cidades pleitearam o direito de sediar a prova: São Paulo, Goiânia e até a pequena Curvelo, em Minas Gerais. Mas Brasília chegou na frente. A partir de agora, há muito trabalho a ser feito em pouco mais de um ano, tanto na pista quanto na infraestrutura para o público.

Inaugurado no início da década de 70, o autódromo precisa urgentemente de melhorias. Na etapa candanga da Stock Car – principal categoria do automobilismo nacional – vários pilotos reclamaram das péssimas condições da pista. Recentemente, a piloto Vanessa Daya sofreu um grave acidente em uma corrida de motos e veio a falecer alguns dias depois. Mais uma vez, choveram críticas ao autódromo.  

Para quem não acompanha de perto a motovelocidade, o último representante do Brasil havia sido Alexandre Barros, que se aposentou há seis anos. Em 2012, no entanto, voltamos a ter brasileiro na disputa: o paulista Eric Granado, estreou na Moto 2, mas apenas no meio da temporada, ao completar dezesseis anos, idade mínima exigida pelo regulamento. Como os resultados não vieram, Eric desceu de categoria e este ano corre pela Moto 3, a categoria de entrada do mundial.

Para quem gosta de velocidade, a MotoGP é um prato cheio. Como espetáculo, supera em emoção e plasticidade a Fórmula 1 que, aliás, possivelmente não terá nenhum brasileiro no próximo ano, pois Felipe Massa está praticamente fora dos planos da Ferrari.

Por falar em Fórmula 1, Brasília já sediou uma corrida da principal categoria do automobilismo. Tudo bem que foi uma prova extra-cameponato, apenas 12 pilotos participaram (dos 25 que participavam do mundial, mais da metade não veio) e o evento foi uma “carona” que a ditadura militar pegou com o sucesso de Emerson Fittipaldi, campeão dois anos antes.

Voltando à motovelocidade, esta é mais uma grande notícia para nossa capital. Imediatamente após a realização da Copa do Mundo de Futebol, Brasília deverá se manter no centro das atenções do cenário esportivo internacional.


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Capital do Esporte



Cada vez mais Brasília se consolida como a capital do esporte. Enquanto a Copa de 2014 não chega, os candangos voltaram a ter jogos de futebol de alto nível. O Flamengo tem mandado vários jogos da série A do brasileirão no belíssimo Estádio Nacional (o novo Mané Garrincha).

O Brasília Vôlei, equipe recém-criada para representar o DF na Superliga Nacional, conta com a musa brasiliense Paula Pequeno e a americana Danielle Scott. 

O autódromo Nelson Piquet deverá receber já em 2014 uma das etapas do mundial de motovelocidade, que há muitos anos não tinha provas no Brasil.


Goree - experiência para ajudar o Brasília a reconquistar a hegemonia do Basquete nacional
Mas, dentre várias modalidades, o xodó do torcedor é mesmo o Uniceub/BRB/Brasília, a campeoníssima equipe de basquete da capital, que manteve a base do ano passado - os craques Alex, Guilherme, Nezinho e Artur - e se fortaleceu com três reforços de peso, vindos do exterior: o competente técnico argentino Sérgio Hernández, o armador uruguaio Martín Osimani e o experiente pivô norte-americano Marcus Goree, que jogou a última temporada no basquete francês.

Uma das preocupações do estrelado elenco brasiliense é a idade. Todos os titulares têm mais de 30 anos. Mas o tricampeão da NBB também está de olho no futuro. Depois de uma campanha pífia na primeira fase da Liga de Desenvolvimento - o campeonato nacional sub-22 – o Brasília foi às compras, trouxe alguns jovens promissores, como Bruno e Maxwell, e fez uma campanha impecável na segunda fase, já se colocando entre os favoritos do torneio.    

Ainda faltam alguns meses para o início do NBB 2013/14. Até lá, certamente não faltarão opções de grandes espetáculos para os aficionados por esporte na cidade.


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Calvário Tricolor


Rogério x Ney: fogo cruzado


Rogério Ceni, Diego Cavalieri, Ganso, Deco, Jadson, Fred, Luís Fabiano. A maioria dos torcedores gostaria de tê-los nos seus times. Salários milionários, todos já vestiram a camisa da seleção – no caso de Deco, a de Portugal.

Mas esse elenco milionário anda em baixa. São Paulo e Fluminense, grandes clubes, acostumados à parte de cima da tabela do brasileirão – o tricolor paulista por conta de sua reconhecida estrutura e o carioca amparado por um forte patrocinador que há alguns anos injeta milhões de reais no clube – vivem dias difíceis.

O clube do Morumbi está na zona de rebaixamento e o das Laranjeiras não muito longe dali, apenas três pontos fora do temido Z4. Ambos trocaram de técnico recentemente: Abel Braga e Ney Franco não resistiram aos maus resultados e ao péssimo futebol apresentado, e foram substituídos pelos experientes Wanderlei Luxemburgo e Paulo Autuori.

No Morumbi, ídolos outrora intocáveis, como o grande Rogério Ceni, já não são unanimidade. O capitão, aliás, tem travado um constrangedor bate-boca em público com o treinador demitido.  Luís Fabiano é outro na linha de tiro da exigente torcida tricolor.

Pelo Fluminense, torcedores, dirigentes e patrocinadores não aceitam que a equipe seja superada pelo rival Botafogo, com muito menos dinheiro e estrutura, e cujo único nome de peso seja o veterano Clarence Seedorf, de 37 anos. O craque holandês, aliás, é um “quase brasileiro”: é casado com uma brasileira, fala fluentemente nosso idioma e nasceu no Suriname, que faz fronteira com o Pará e o Amapá.

Voltando aos tricolores, os torcedores candangos terão uma única oportunidade de assistir ao vivo a tentativa de recuperação desses dois gigantes do futebol brasileiro: não está prevista nenhuma partida do Fluminense no Mané Garrincha, mas no próximo dia 18 o São Paulo vem a Brasília enfrentar o Flamengo, pela 15ª. rodada da série A. 

Vale à pena conferir.