domingo, 9 de setembro de 2012

Massa, Serena!


Balanço do fim de semana:

Fórmula 1

Apesar de sua melhor colocação no ano, o patético Massa mais uma vez mostrou que ainda não se recuperou da parafusada do Rubinho de 2009. Pra variar, o patriotismo do nosso amado/odiado locutor global tentou justificar o injustificável. Dizer que o Alonso passou o Massa por conta de algum combinado da equipe é de uma bobagem sem tamanho. Felipe facilitou, claro, mas seria ultrapassado de qualquer jeito, pois já vinha sem pneu, muito mais lento. 

Meu xará Sérgio Perez, com sua Sauber, passou as duas Ferraris como se elas fossem meu enferrujado Fiat 147. Apesar de perder o segundo lugar, Alonso está cada vez mais próximo de seu terceiro título, o primeiro pela escuderia italiana.

Tênis

Até a final do US Open, a americana Serena Williams passeou em quadra. Quem viu seus jogos viu uma superioridade tão arrasadora que não deixava a menor dúvida quanto ao seu favoritismo no torneio.

E o primeiro set foi nesse ritmo. A bielorrussa – etimologicamente,  russa branca – Victoria Azarenka, número 1 do mundo, levou um baile da mais nova e talentosa das irmãs Williams, número 4 do ranking. Mas virou o segundo set, devolvendo a surra na mesma moeda (2/6, 6/2) e a decisão foi para o terceiro e duríssimo set. Parecia até que ia dar branco, mas deu negro na cabeça! Show, Serena!!!

Futebol

Pra fechar o domingo, o Atlético (MG) mostrou que somente o Fluminense pode segurar sua arrancada rumo ao título. O Galo precisa provar que não faz jus ao seu apelido de refrigerante de dois litros, aquele que até vai bem no início, mas depois perde o gás...

No sábado, um dos gols mais bizarros dos últimos tempos. Na série B, o bom goleiro Michel Alves havia acabado de fazer uma defesa tranqüila. Ao se levantar para repor a bola em jogo, largou-a bisonhamente dentro do próprio gol.

Vai ser azarenko assim lá em Criciúma!

E o Vasco, hein? Conforme previsto, segue em queda livre...

A propósito, Serena, em quadra, mostrou que está em forma... 

domingo, 2 de setembro de 2012

Os malas



Massa, Galvão e Prado
A Fórmula 1 atual realmente está ótima de assistir. Os pegas são freqüentes, o campeonato estaria muito equilibrado se o Alonso não fosse o monstro que é, e o Galvão Bueno está cada vez mais sem noção, na sua torcida pelo bisonho Massa.

Neste domingo, no GP da Bélgica, a última do narrador mais odiado do Brasil – mas que todo mundo adora ouvir. Ele passou a corrida inteira enaltecendo Massa, que largou em 14º. e ganhou várias posições, esquecendo que metade do grid se enroscou na largada e ficou de fora.

Galvão chegou ao cúmulo de dizer que a Ferrari está aguardando uma boa corrida de Felipe para renovar seu contrato para 2013, o que é uma sandice. Eu tenho tantas chances quanto o Massa de pilotar o carro vermelho na próxima temporada...

O brasileiro já está fora, não há a menor dúvida. Galvão está apenas tentando manter o interesse do público brasileiro no esporte. Somos muito passionais, e o fato de ter brasileiros na briga aumenta a audiência, pois não gostamos tanto de Fórmula 1 quanto parece. A grande maioria gosta, sim, de ver o Brasil ganhar, nem que seja em campeonato de palitinho.

Voltando ao antipático locutor global, durante as Olimpíadas de Londres, Galvão protagonizou, ao vivo, uma bizarra briga com seu colega Renato Maurício Prado. O episódio só não ganhou uma dimensão maior porque o pega foi no Sportv, visto que a Globo não detinha os direitos de transmissão do evento. Mesmo assim, milhares de manifestações de internautas pediram a saída dos dois chatonildos.

Mas sejamos isentos. Prado, que acabou demitido, nunca acrescentou nada às transmissões de qualquer esporte. É chato, desqualifica todo mundo e se acha o dono da verdade. Galvão é tudo isso, mas sem dúvida tem suas qualidades, apesar de não querermos admitir isso. É muito articulado, conhece bastante e transmite muita emoção nas suas narrações. Agora, como dá bom dia a cavalo, acaba falando muita besteira, além de ser extremamente vaidoso.

É aquela coisa, se comprarmos o passe do Galvão pelo que ele vale e vendermos pelo que ele acha que vale, ficaremos riquíssimos... Quanto ao Massa, talvez fosse interessante disputar um campeonato particular com o Rubinho. Entre os dois, fico com o segundo. Ambos nunca andaram nada, foram produto da mídia, mas Barrichello pelo menos é reconhecidamente um bom acertador de carros, e foi isso que o segurou por tantos anos na Fórmula 1...

domingo, 12 de agosto de 2012

Bernardo, Bruno e o Dia dos Pais


No dia em que o Brasil perdeu a final do vôlei masculino para a Rússia, Bernardinho declara que vai repensar se continua na seleção no próximo ciclo olímpico, e que Bruninho pesará em sua decisão.

Pesará pra que lado? Ele não disse.

Emblematicamente, esse domingo é o dia dos pais. Digo isso exatamente porque essa declaração de Bernardinho está relacionada à polêmica que o fato de ser pai do levantador da seleção provoca.


Bruninho está sempre sob suspeita. Quando Ricardinho retornou à seleção, o cortado foi Marlon, e ele saiu atirando, dizendo que sabia ser ele o “guilhotinado”. Ricardinho retornou, mas ficou no banco a maioria das vezes, e mais uma vez deu tititi.

Ora, quem conhece minimamente vôlei e acompanhou o grupo nos últimos meses sabia que Bruno estava numa fase claramente superior a Marlon. Quanto a Ricardinho, fez uma excelente super-liga – embora até inferior a William, levantador do campeão Cruzeiro – mas na seleção não rendeu o esperado.

Ou seja, Bruno é o levantador brasileiro mais completo da atualidade, mas está sempre na berlinda, por ser o “filhinho do papai”. E Bernardinho, inteligente como é, talvez ache melhor sair do caminho para não embaçar a carreira do filho.

Lanço aqui uma idéia: porque não “destrocar” o que foi feito há alguns anos, devolvendo Zé Roberto pro masculino e Bernardinho pro feminino?

sábado, 11 de agosto de 2012

Cadu e o Brasil que ganhava


Mais uma vez, não deu pra seleção do Mano. Lembrei da última vez em que vi ao vivo a amarelinha em campo. Não era esse timeco, mas também não era lá essas coisas. 

O que me motivou a ir ao estádio foi uma causa nobre. 

Há uns quatro anos, minha equipe tinha um menor estagiário muito gente boa, o Cadu, que era querido por todos, adorava futebol e ainda por cima era bom de bola. Cadu era o nosso meia-atacante, infernizando a vida dos adversários com sua habilidade e velocidade nos torneios do Banco.

Quando ele me falou que nunca tinha ido a um estádio, prometi levá-lo tão logo aparecesse a  oportunidade.  

Um dia, chamei o Cadu e informei:

- Amigão, eu gostaria de levar você para o melhor jogo que houvesse aqui em Brasília. Infelizmente, o time que poderia proporcionar um espetáculo grandioso pra você assistir – a máquina do Fortaleza, o grande tricolor de aço – não vai se apresentar por aqui tão cedo. Portanto, quarta-feira que vem vou lhe levar para um joguinho de segunda categoria no Bezerrão, belê? 

Seus olhos brilharam. O moleque era muito bem informado para saber que naquele dia o estádio do Gama seria reinaugurado com a presença simplesmente dos dois maiores jogadores do mundo na época, Kaká e Cristiano Ronaldo. O jogo era Brasil e Portugal, ganhamos por 6 a 2 e nossa seleção deu show!

Hoje, alguns anos depois, meu amigo Cadu já encerrou seu estágio, virou atleta e está na batalha para vencer na vida.

Com certeza, o Banco, as dezenas de amigos que conquistou e aquele inesquecível 19 de novembro de 2008 o acompanharão para sempre!

domingo, 5 de agosto de 2012

Murray e Einstein


Hoje, vendo a final do tênis, lembrei de uma história de Einstein, quando ele estava viajando na sua teoria da relatividade, lá pelos idos de 1900.

No início do século XX, França e Alemanha já não se bicavam, e os estudos de Albert, de certa forma, eram uma continuidade dos trabalhos de um matemático francês, um tal de Poincaré,  talvez parente da Pocahontas, sei lá...

 Pois bem, Einstein dizia que, se a sua teoria estivesse correta, os alemães iriam enaltecê-lo como legítimo representante da raça ariana. Já os franceses diriam que ele era um cidadão do mundo. 

Agora, se o descabelado físico estivesse errado, os franceses fariam questão de dizer que ele era alemão, e os germânicos diriam que obviamente isso só poderia ser coisa de judeu... Alguns dizem que a frase é diferente, que envolve americanos e suíços, mas deixa assim mesmo.

Bom, mas o que isso tem a ver com o começo da história? É que o desequilibrado Andy Murray, eterno número 4 do mundo, acaba de decidir a medalha de ouro do tênis contra o mito Roger Federer. E aleluia! Ele venceu, em incontestáveis 3x0!

Parafraseando Einstein, se ele tivesse perdido, os ingleses fariam questão de lembrar que Murray é escocês, que deveria ter jogado de kilt (aquela saia de tocador de gaita de fole, que refresca o próprio...) etc, etc. Como venceu, com certeza irão enaltecer o feito do grande tenista britânico!

Para encerrar, outra célebre e polêmica frase de Einstein, que era genial também nas suas tiradas:

“Duas coisas são infinitas: o universo e a burrice humana. Mas a respeito do universo ainda tenho dúvidas.

domingo, 29 de julho de 2012

Começaram os Jogos!


Nesses primeiros dias, só se fala em Olimpíadas, principalmente nas redes sociais. Vamos dar uma rápida passada em alguns dos esportes mais badalados.

Começamos, claro, pela nossa raçuda e dourada piauiense Sarah Menezes. Como ela própria falou, foram várias lutas difíceis, menos a final. Se não acabasse logo, a coitada da romena iria acabar sem um braço, e quando soou o gongo, Sarah estava próxima de uma guilhotina. Mais parecia UFC! Eita piauiense arretada!

Ainda no judô, Kitadai trocou um dente por um bronze. Bom negócio! Mas o day after do esporte foi péssimo. Neste domingo perdemos tudo!

E a natação também já nos deu uma medalha, prata para Thiago Pereira, à frente do mito Phelps. 

Por algumas horas, o Brasil chegou a liderar o quadro geral de medalhas, fato inédito, que talvez nunca mais se repita na história dos jogos.

Basquete: no masculino, vitória difícil sobre o mediano time da Austrália. A seleção brasileira é muito boa, tem astro da NBA, norte-americano naturalizado, mas o grande maestro joga na Europa: Marcelinho Huertas. Talvez dê pra disputar um bronze.

O vôlei de quadra vai enfrentar muitas dificuldades. Tanto o masculino quanto o feminino, medalhistas nas últimas décadas, estão muito mal das pernas. É capaz do Bernanrdinho ter um ataque cardíaco na beira da quadra... Mas o vôlei de praia vai brigar por medalha, com certeza! E são quatro duplas de primeiríssimo nível.

No futebol, Marta e Neymar podem levar o Brasil pras cabeças, mas não será surpresa se ficarem pelo caminho, muito embora, principalmente no masculino, não tenha nenhum bicho-papão. A Espanha, inclusive, já estreou com derrota.  

Na ginástica, os irmãos Diego e Daniele Hypólito já fizeram exibições dignas daquele quadro “bola murcha”. Mas isso não é exatamente uma novidade...

No mais, vitória no handebol e no boxe, derrota no basquete feminino, vitória apertada no vôlei feminino, e continuamos muito longe de sermos uma potência olímpica. Ainda bem que esse ano não temos o Galvão Bueno para tentar nos vender essa imagem...

E pra encerrar, dá-lhe, Piauí!!! Valeu, Sarah!!!

domingo, 22 de julho de 2012

Barão x Neymar



Não sou exatamente um fã do MMA, mas, como acompanho tudo o que é esporte, tenho uma visão geral da modalidade. 

Neste sábado, o Brasil ganhou mais um título, ainda que meia-boca, visto que o campeão oficial da categoria está no estaleiro.

Bem antes de chegar à disputa do título, eu já comentava com meu sobrinho Bruno – lutador amador – que Renan Barão era o meu preferido do UFC, pela seriedade, pela humildade, pelo foco.

Sem entrar no mérito da legitimidade do MMA como esporte, o que me chama a atenção é a seriedade com que o potiguar Barão, além de Cigano e José Aldo – vou deixar o Spider de fora,  pois ele anda mais preocupado com o marketing nesse momento – encaram sua profissão, ao contrário, por exemplo, dos atuais astros do futebol brasileiro, que parecem mais preocupados com seus contratos, com os cortes de cabelo que irão utilizar nas partidas, com as dancinhas de comemoração dos gols,.

Se compararmos a maturidade que os boleiros de hoje têm com nossos comandantes de décadas passadas, como Gérson, Tostão, Zico ou Falcão, podemos ter uma medida do estágio atual do nosso futebol. Acredito que vamos ter uma grande decepção em 2014 e até nas copas seguintes, se não mudarmos essa mentalidade.

O destaque que os atletas brasileiros vêm obtendo no MMA, no vôlei, na natação e em alguns outros esportes, passa não só pelo talento e pela preparação física, mas também pela questão do amadurecimento emocional de nossos atletas.

Aproveitando o post, há alguns dias, num voo Brasília/Fortaleza, havia um grupo de rapazes – “pela-porcos” como diria meu sobrinho Igor – caminhando pelos corredores do avião, fazendo algazarra e simulando lutas. Nada exagerado, foi até divertido.

No desembarque do aeroporto Pinto Martins, um casal pediu para tirar foto com um deles. Fiquei curioso e perguntei depois quem era o “famoso”. O casal disse apenas que “é um caba do Quixadá que foi campeão na Globo”.

Vim saber depois que o "caba" em questão era Rony Mariano Bezerra, ou Rony Jason, que venceu o também cearense Pepey no UFC 147, tornando-se o novo empregado de Dana White. Jason já tem uma qualidade indiscutítvel, seu time do coração...

Enquanto conversávamos, o filhinho do casal, de uns oito anos, chegou correndo e perguntou: “pai, esse aí é famoso também?”

Até me deu vontade de inventar alguma historinha, mas estava atrasado para o casamento do meu sobrinho...